08/09/2010


Palestra: Os desafios econômicos para o crescimento

Palestra: Os desafios econômicos para o crescimento

Palestrante: Fernando Honorato Barbosa

Contatos: 3684-7731/ 4968.fernando@bradesco.com.br/ www.economiaemdia.com.br

 

Mini currículo:

Coordenador do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, tendo sido economista-chefe do BBI (Banco de Investimento) e economista sênior do Depec-Bradesco. Possui 12 anos de experiência em análise econômica e tem publicações em revistas, jornais e livros no Brasil e no exterior. Além do Bradesco, já trabalhou nos bancos BBVA, BankBoston e na Rosenberg & Associados. Possui mestrado e graduação em economia pela USP e suas áreas de concentração acadêmicas são o setor externo brasileiro e políticas macroeconômicas. Participa regularmente de eventos com o Banco Central do Brasil, Ministério da Fazenda, Tesouro Nacional e FMI.

 

Data: 08/09/2010

Horário: 20h às 21h30

Local: Auditório da ACEO - Av. Dionísia Alves Barreto, 701 - Bela Vista – Osasco – SP.

 

Resumo da Palestra:

Falaremos de economia no cenário Global e Doméstico.

Primeira provocação: “O mundo está mudando rápido demais e já deixou a recessão para trás”.

Em 2008, houve a maior queda do PIB desde a Segunda Guerra Mundial. Os economistas achavam que seria época de uma nova Grande Depressão, como naquela época. Mas isso não ocorreu, porque os governos agiram rápido, melhorando juros e taxas.

Consumidores dos EUA, Europa e Japão não vão mais carregar a economia mundial nas costas como em outras épocas. Os governos desses países ainda estão endividados, enquanto outras regiões estão em franco crescimento; o que ajuda a mudar o cenário econômico mundial, com destaque para países como o Brasil e a China.

Os BRICS já são a “bola da vez”, fazendo uma revolução no mundo emergente.

Os emergentes estão cada vez menos dependentes do mundo desenvolvido.

Nesse contexto, a China é um capítulo à parte. Logo ela ultrapassará o tamanho dos EUA no que diz respeito à economia global. Logo, todas as empresas terão algum tipo de relacionamento com a China. No DEPEC-Bradesco já temos uma pessoa que fala Mandarim, inclusive!

Essa mudança no eixo dinâmico global se dará em favor daqueles países que querem consumir mais carne, soja automóveis, aviões – ou seja, coisas que o Brasil produz! Produzimos uma série de produtos que o mundo atual quer. Essa nossa vantagem competitiva é levada em conta pelos outros países na hora de investir.

O Brasil está muito diversificado em suas produções. O que torna nosso país o “queridinho” dos investidores!

Além disso, temos dependência muito pequena de exportação para poucos países; ou seja, nossas exportações são muito diversificadas. Para a China, por exemplo, exportamos 13% do que produzimos, já.

O Brasil mostrou uma capacidade surpreendente de reação à crise. Apesar disso, o motor do crescimento ainda é o mercado doméstico.

Segunda provocação: “Mercado de Trabalho”.

Somos o segundo maior gerador de empregos no mundo! Só perdemos para a China! O investimento no trabalhador e em seu desenvolvimento também cresceu.

Mas o Brasil ainda tem problemas quanto à mão de obra qualificada! É preciso que a Gestão de Pessoas se volte ao desenvolvimento interno, porque buscar profissionais qualificados fora custa mais caro do que formar internamente ou até mesmo do que desligar funcionários.

O Brasil está passando por uma verdadeira revolução de classes sociais. Temos muita gente migrando das classes D e E para a classe média. São muitas pessoas saindo do nível de pobreza, exigindo mais na hora de consumir.

Estamos menos desiguais e as empresas que apostam só em classes baixas deverão revr seus conceitos e se reestruturar.

O crédito existe para antecipar o consumo e é preciso diminuir os juros para ajudar a economia a crescer ainda mais! As pessoas têm renda, têm crédito e querem consumir!

O comércio brasileiro está crescendo e a indústria está reagindo a esse estímulo. Os empresários estão otimistas. A produção está acelerada! No banco, percebemos maior investimento por parte dos empresários.

O Brasil tem um gargalo óbvio que é a infra-estrutura. Mesmo que um ou outro candidato ganhe as eleições para a presidência, ambos terão esse gargalo a superar. 2014 e os eventos esportivos que temos a receber são amanhã!

O Pré-Sal vai ser a nossa maior fonte de dinheiro. Daqui a 30 anos, será nossa maior fonte de receita. Mas o investimento em infra-estrutura para isso tem que ser gigantesco!

No setor imobiliário também precisamos melhorar. Já avançamos muito em automóveis e agora temos que nos voltar para o investimento na casa própria.

Como temos a inflação controlada, podemos planejar melhor o futuro. O preço dos imóveis irá aumentar. Será uma nova bolha que o Brasil terá a médio prazo.

Inflação é excesso de demanda sobre oferta. Temos que melhorar nossa infra-estrutura para melhorar nossa inflação.

O Banco Central é o “bombeiro” da economia. É preciso ser chato e aumentar a taxa de juros, às vezes, para manter a inflação controlada.

O governo brasileiro ainda consome mais do que poupa e isso gera um déficit externo. Por uma década, isso pode ser até bom, mas com o tempo, pode gerar riscos!

Com relação ao cenário político, temos uma mudança porque a economia está bem. Não há mudanças substanciais na economia a serem feitas. O governo ainda gasta demais. Ainda temos uma carga tributária grande. Se continuarmos gastando assim, não teremos dinheiro para investir nas obras necessárias para receber eventos como a Copa e as Olimpíadas e nem para a infra-estrutura necessária para o Pré-Sal.

Podemos gastar em infra-estrutura pois esse gasto, a longo prazo, ajuda a diminuir a inflação.

As perspectivas macro-econômicas são extraordinárias! Em dez anos teremos menos desigualdade se soubermos investir




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